A Lacuna do Aprendizado Corporativo: 76% das Empresas Lutam Para Acompanhar o Ritmo da Inovação

76% das empresas têm baixa maturidade em aprendizagem corporativa

Quando falamos sobre 76% das empresas têm baixa maturidade em aprendizagem corporativa, é essencial entender os principais aspectos que envolvem este tema. Um cenário preocupante se desenha no universo corporativo brasileiro e global: a vasta maioria das organizações, precisamente 76%, apresenta um baixo nível de maturidade em seus programas de aprendizagem. Essa constatação emerge de um estudo recente e abrangente que lança luz sobre as deficiências atuais na forma como as empresas investem no desenvolvimento de seus colaboradores, algo crucial em 2026.

O levantamento, conduzido pela renomada Josh Bersin Company, intitulado “The Definitive Guide to Corporate Learning: From Static Training to Dynamic Enablement”, analisou a realidade de 800 organizações em 60 países. Longe de ser uma mera previsão, o relatório se debruça sobre o presente, identificando as falhas que impedem as empresas de se adaptarem às rápidas transformações do mercado de trabalho.

Josh Bersin, uma figura de referência incontestável no setor de Recursos Humanos e Desenvolvimento de Talentos (T&D), e Jordan Hammerstad, coautor do estudo, dedicaram 60 páginas para dissecar essa realidade. Sua influência é tamanha que muitas vezes suas análises parecem moldar o futuro, seja antecipando tendências ou impulsionando o mercado a se ajustar a elas.

A Nova Fronteira: Habilitação Dinâmica (Dynamic Enablement)

Um dos conceitos centrais apresentados é o de “dynamic enablement”, ou habilitação dinâmica. Essa ideia representa uma mudança de paradigma fundamental para o RH, que deve transitar de um papel de mero fornecedor de treinamentos e conteúdos para um facilitador ativo do aprendizado.

Essa atuação precisa ser “dinâmica” porque as ferramentas tecnológicas atuais, especialmente em 2026, permitem que o aprendizado ocorra “no momento e na hora que o colaborador precisa”. Isso significa que o departamento de T&D assume um papel consultivo, colaborando de perto com líderes de negócio e RH para construir uma estratégia coesa de desenvolvimento de habilidades e talentos.

Na prática, isso se traduz em um portfólio de iniciativas de aprendizagem diretamente alinhado às necessidades do negócio. O aprendizado informal, muitas vezes negligenciado, passa a ser reconhecido e incentivado. A mensuração de resultados também evolui, focando em métricas de pessoas, como retenção, engajamento e performance.

Os Níveis de Maturidade e a Realidade Brasileira

O relatório estrutura a maturidade em aprendizagem corporativa em quatro níveis. O nível 4, o mais avançado, onde apenas 5% das organizações se encontram, é caracterizado pelo desaparecimento das barreiras entre trabalho, aprendizado e gestão do conhecimento. É nesse patamar que a aprendizagem se torna intrínseca ao fluxo de trabalho.

Infelizmente, a maioria das empresas ainda se encontra nos níveis mais baixos, indicando uma profunda necessidade de reestruturação em suas abordagens de desenvolvimento profissional. Este cenário ressalta a urgência de as organizações brasileiras avaliarem suas práticas e buscarem estratégias mais eficazes para capacitar suas equipes.

Principais Descobertas Que Moldam o Futuro do T&D

Além do modelo de maturidade, o estudo aponta descobertas cruciais que merecem atenção:

  • De Dono para Facilitador: A mentalidade de que “ninguém desenvolve ninguém” ganha força. O T&D deve abandonar a posição de detentor do conhecimento para se tornar um criador de condições para o aprendizado. Empresas com alta maturidade em T&D têm seis vezes mais chances de atingir metas financeiras e dez vezes mais de inovar com sucesso.
  • IA Nativa: Uma Necessidade Inadiável: O relatório é categórico: apenas 7% das organizações possuem uma estratégia clara para o uso de Inteligência Artificial em T&D, deixando os 93% restantes despreparados para a revolução que já está em curso. Empresas com planos definidos de IA em aprendizado demonstram resultados superiores.

A inteligência artificial está se tornando uma ferramenta indispensável, transformando o papel do profissional de T&D em um orquestrador de agentes de IA. O foco recai sobre a capacidade de direcionar a IA para potencializar o desempenho individual e organizacional.

A Paradoxal Convergência: Tecnologia e Aprendizado Humano

Há um paradoxo interessante no relatório. Enquanto descreve o estado da arte em tecnologia de aprendizagem, como IA nativa e hiperpersonalização, o estudo também destaca o aprendizado informal como um dos diferenciais mais potentes. Mentoria, comunidades, conversas casuais – tudo aquilo que não possui um certificado ou não é registrado no LMS.

A jornada rumo à sofisticação tecnológica passa, invariavelmente, por valorizar o aspecto humano. As empresas de ponta compreendem que a IA não substitui o aprendizado social e informal, mas sim o amplifica, dando escala e visibilidade a trocas que antes passavam despercebidas.

A preparação para essa nova realidade é um desafio, e as empresas brasileiras ainda estão distantes do ideal. A mudança essencial não é apenas adotar a plataforma tecnológica correta, mas sim redefinir o que se entende por aprendizagem.

Para navegar neste cenário de transformação e garantir que sua carreira acompanhe as tendências, é fundamental investir em desenvolvimento contínuo. Se você já se deparou com tempo parado no currículo, saiba que existem estratégias para transformar essas lacunas em pontos fortes. Além disso, entender o mercado e as expectativas é crucial, como demonstrado em guias sobre quanto ganha um operador de caixa ou como definir seu objetivo profissional.

A preparação para entrevistas também é vital em 2026. Decifrar as perguntas mais frequentes e construir sua narrativa de sucesso pode ser o diferencial. E para quem busca oportunidades em mercados específicos, como São Paulo, conhecer passos inovadores para garantir vagas de emprego pode ser o caminho.

76% das empresas têm baixa maturidade em aprendizagem corporativa: Um Chamado à Ação

A constatação de que 76% das empresas têm baixa maturidade em aprendizagem corporativa não é apenas um dado estatístico, mas um alerta sobre a necessidade urgente de adaptação. As organizações que não investirem em um modelo de aprendizagem dinâmico, que integre tecnologia e desenvolvimento humano, correm o risco de ficar para trás em um mercado cada vez mais competitivo.

O futuro do trabalho em 2026 exige profissionais e empresas preparadas para aprender continuamente e se adaptar com agilidade. A habilitação dinâmica não é mais uma opção, mas uma necessidade estratégica para a sobrevivência e o sucesso.

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