Empresas Redefinem Prioridades e Colocam Bem-Estar Mental no Centro das Estratégias de Benefícios
O cenário dos benefícios corporativos está passando por uma revolução silenciosa, impulsionada por uma nova compreensão do que realmente motiva e retém talentos. Uma pesquisa recente revela que a saúde mental emergiu como a prioridade número um para a vasta maioria das organizações, ultrapassando até mesmo a tradicional valorização do salário fixo. Este movimento sinaliza uma mudança profunda na forma como as empresas enxergam o bem-estar de seus colaboradores como um investimento estratégico.
A Ascensão da Saúde Mental como Prioridade Estratégica
A consolidação da saúde mental como um dos pilares centrais dos pacotes de benefícios corporativos não é uma tendência passageira, mas sim um reflexo de uma adaptação necessária às demandas do mercado de trabalho contemporâneo. Dados de uma pesquisa pioneira realizada pela Onhappy, focada em benefícios de lazer e viagens, e que consultou mais de 700 profissionais de Recursos Humanos, apontam que 88% das empresas consideram a saúde mental um tema de extrema relevância para os próximos anos.
Essa priorização é justificada por Gian Farinelli, CEO da Onhappy. Ele explica que o modelo de remuneração puramente baseado em salário fixo já não é mais suficiente para garantir a fidelidade e a alta performance dos funcionários. “Os profissionais de hoje buscam um pacote mais completo, que inclua, de forma proeminente, cuidados com a saúde e o bem-estar geral”, comenta Farinelli. A ênfase na saúde mental, portanto, reflete uma estratégia para cultivar um ambiente de trabalho mais saudável, engajado e produtivo a longo prazo.
Além do Salário: Um Novo Horizonte de Benefícios
A pesquisa evidencia uma diversificação significativa nas ofertas de benefícios. Cerca de 59% das empresas agora incluem em seus pacotes benefícios voltados para a atividade física e o acompanhamento psicológico, como academias e sessões de terapia. Paralelamente, 52% das organizações investem em desenvolvimento profissional, oferecendo cursos e bolsas de estudo. Essa tendência demonstra um compromisso em apoiar o crescimento e a qualidade de vida dos colaboradores em múltiplos aspectos.
Outras categorias de benefícios que vêm ganhando espaço incluem folgas adicionais (oferecidas por 39% das empresas), auxílios diversos (21%) e, de forma mais incipiente, viagens a lazer (12%). No entanto, é importante notar que os benefícios tradicionais ainda mantêm uma forte presença. O vale-transporte, alimentação e refeição continuam sendo oferecidos por 88% das companhias, enquanto planos de saúde e odontológicos são disponibilizados por 83%. Um terço das empresas também estende esses benefícios aos familiares de seus colaboradores, reforçando a visão de cuidado integral.
O Crescente Papel do Lazer e das Experiências
Embora as viagens a lazer como benefício ainda representem uma parcela menor dos pacotes oferecidos (apenas 12%), essa realidade promete mudar. Para 42% dos profissionais de RH, a inclusão de experiências de lazer no rol de benefícios é vista como uma prioridade estratégica para 2026. Essa projeção reforça a ideia de que o lazer e o descanso estão sendo cada vez mais reconhecidos como ferramentas essenciais para o engajamento, o bem-estar e a sustentabilidade da produtividade.
Farinelli reforça essa perspectiva: “Este resultado valida a crescente importância da experiência como um ativo valioso no ambiente corporativo. O descanso, o lazer e o tempo de qualidade são agora entendidos como catalisadores para o engajamento, o bem-estar e a manutenção de um desempenho sustentável”.
Desafios na Gestão de Benefícios: Equilíbrio entre Custo e Abrangência
Apesar do avanço na diversificação e na priorização de benefícios voltados ao bem-estar, a gestão desses programas ainda enfrenta desafios significativos. A pesquisa aponta que conciliar o custo com a abrangência das ofertas é um dos principais obstáculos. Enquanto 48,7% dos profissionais de RH indicam que suas empresas oferecem auxílios sem custo ou com baixa coparticipação, uma parcela considerável (22,4%) relata dificuldades em sustentar programas de benefícios mais amplos.
A necessidade de adaptação é clara: um em cada cinco organizações sente a urgência de revisar seus pacotes de benefícios atuais. Adicionalmente, 40% das empresas admitem não estar completamente preparadas para atender às expectativas crescentes de seus funcionários em relação a esses auxílios. Diante desse cenário, o papel do RH se torna ainda mais crucial, exigindo a tomada de decisões assertivas e estratégicas para garantir que os benefícios oferecidos sejam, de fato, relevantes e sustentáveis.
A busca por soluções inovadoras e eficientes para atender às demandas dos colaboradores, sem comprometer a saúde financeira da organização, é o grande desafio que moldará o futuro dos benefícios corporativos. A priorização da saúde mental e a valorização das experiências de lazer são apenas o começo de uma transformação que visa criar ambientes de trabalho mais humanos, saudáveis e produtivos.
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