Índice do Artigo
- Pontos Principais
- O Impacto da Pejotização nas Contratações Estratégicas
- Variações Regionais e Setoriais na Pejotização
- A Convivência de Dois Mercados de Trabalho
- Perguntas Frequentes
- O que significa a predominância de vagas PJ no setor de comunicação?
- Quais são os principais motivos para o aumento da pejotização?
- A pejotização significa o fim do regime CLT no setor de comunicação?
- Como a escolha entre CLT e PJ afeta a atração de talentos?
Pontos Principais
- A contratação de profissionais como Pessoa Jurídica (PJ) no mercado de comunicação saltou de 49% para 60% em cinco anos, tornando-se o modelo predominante.
- Vagas PJ atraem, em média, 64% mais candidatos do que vagas CLT, especialmente para posições sêniores (73% de participação).
- A área de mídia é a exceção, onde vagas CLT demonstraram maior atratividade (14% a mais de candidatos).
- Remuneração bruta mais alta e maior flexibilidade de trabalho (presencial, híbrido ou remoto) são os principais atrativos do modelo PJ.
- O estudo da trampos revela uma mudança na estratégia de contratação: o modelo de contratação tornou-se a primeira variável de atração de uma vaga.
A modalidade de contratação como Pessoa Jurídica (PJ) consolidou-se como a norma no mercado de comunicação brasileiro. Em um período de cinco anos, a participação de vagas ofertadas sob este regime saltou de 49% para 60%, transformando a dinâmica de atração e seleção de talentos no setor. Este avanço significativo é evidenciado pelo estudo “O Retrato da Pejotização no Mercado de Comunicação”, conduzido pela plataforma de talentos trampos, que analisou um volume expressivo de vagas reais publicadas entre 2021 e 2026.
A pesquisa aponta que, atualmente, as oportunidades para profissionais PJ superam as de regime CLT em volume de candidaturas. Em média, vagas PJ recebem 64% mais interessados em comparação com posições CLT. Esse cenário se acentua drasticamente quando o foco recai sobre profissionais com maior senioridade, onde o modelo PJ detém 73% das contratações. Essa estatística sublinha uma mudança fundamental na forma como as empresas de agências, produtoras, estúdios e equipes de marketing estruturam suas equipes, priorizando a flexibilidade e, em muitos casos, a otimização de custos operacionais.
Contudo, a ascensão da pejotização não é um fenômeno homogêneo em todas as vertentes do setor. A área de mídia surge como uma notável contrapartida, sendo a única categoria analisada onde as vagas com carteira assinada apresentaram maior poder de atração, registrando um aumento de 14% no número de candidatos em relação às vagas PJ. Este dado sugere que, em nichos específicos, o modelo CLT ainda detém uma força considerável para atrair talentos qualificados.
O Impacto da Pejotização nas Contratações Estratégicas
Tiago Yonamine, CEO da trampos, destaca que o dado mais relevante não é apenas o crescimento do PJ, mas a transformação na natureza da decisão de contratação. “Em 2021, a escolha entre CLT e PJ era uma discussão mais ideológica ou contábil, que vinha após a definição da vaga. Em 2026, o modelo de contratação se tornou a primeira variável de atração do anúncio”, explica Yonamine. Essa mudança tem implicações diretas na quantidade e qualidade dos candidatos que uma vaga atrai, além do tempo necessário para preenchê-la, impactando diretamente a agilidade operacional das empresas.
A pesquisa detalha que o avanço do modelo PJ foi constante ao longo dos anos, sem apresentar reversões. As contratações PJ representam 49% das vagas em 2021, evoluindo para 55% em 2026 e atingindo 60% em 2026. Essa trajetória ascendente demonstra uma adaptação contínua do mercado às novas dinâmicas de trabalho e às demandas por maior flexibilidade e agilidade.
A senioridade também dita o ritmo dessa migração. Enquanto posições juniores ainda veem o CLT como modelo predominante (com 40% de participação em vagas CLT), o cenário se inverte rapidamente. Nas posições plenas, as contratações PJ já representam 65%, e em cargos sêniores, essa proporção atinge 80%. A diferença entre o nível júnior e o sênior chega a 33 pontos percentuais, com o salto mais expressivo ocorrendo na transição de júnior para pleno, onde a participação do PJ aumenta em 25 pontos percentuais.
“A carteira assinada continua sendo a porta de entrada das carreiras do setor. A partir do pleno, o mercado troca de modelo”, afirma Yonamine. Para empresas que buscam agilidade e equipes enxutas, essa estatística é crucial. As contratações mais críticas para o sucesso dessas operações, como heads de departamento, diretores de criação e planners estratégicos, tendem a ser em posições sêniores. Anunciar uma vaga sênior exclusivamente no formato CLT significa competir por uma parcela reduzida do mercado de talentos.
Variações Regionais e Setoriais na Pejotização
Ao analisar o mercado por área de atuação, a média geral de 64% de atratividade de vagas PJ se diversifica. Funções de suporte, como administrativo e financeiro (68%) e tecnologia (66%), lideram a adesão ao modelo PJ, atraindo significativamente mais candidatos do que o núcleo criativo. Áreas como design (13%) e marketing (12%) apresentam uma vantagem menor do que a média geral para o modelo PJ. Em contrapartida, o setor de mídia apresenta um comportamento oposto, com vagas CLT atraindo 14% mais candidatos.
Yonamine descreve este último dado como “o mais contraintuitivo da série”. Ele observa que as funções mais tradicionais do setor, como redatores, designers e planners, que são essenciais para a operação, são justamente as que menos seguem a tendência geral de pejotização. Isso levanta questões sobre a aplicabilidade de uma régua geral para todos os segmentos dentro do mercado de comunicação.
A pesquisa também abordou a remuneração e a flexibilidade como principais impulsionadores da preferência pelo modelo PJ. Em tecnologia, por exemplo, vagas PJ oferecem, em média, 73% a mais em remuneração bruta em comparação com posições CLT equivalentes. Além disso, o formato de trabalho é um diferencial crucial: apenas 38% das vagas PJ exigem presença física, enquanto 69% das vagas CLT são presenciais. Isso significa que 62% das vagas PJ oferecem algum tipo de flexibilidade (híbrido ou remoto), o dobro do observado em posições CLT.
É importante notar que parte da preferência aparente pelo PJ pode, na verdade, ser uma demanda por flexibilidade e por uma remuneração bruta mais elevada. Empresas que oferecem vagas PJ com salários de CLT, sem os benefícios associados ao modelo, transferem o risco para o candidato sem apresentar um prêmio, o que é rapidamente percebido pelo mercado na velocidade das candidaturas.
A Convivência de Dois Mercados de Trabalho
Apesar do avanço acentuado da pejotização, o estudo da trampos não sugere o fim do regime CLT no setor de comunicação. Dados do IBGE indicam que, no final de 2026, 73,4% dos empregados no setor privado brasileiro ainda operavam sob o regime CLT. O que a pesquisa da trampos revela é que a pejotização está se consolidando em segmentos específicos, particularmente nos ambientes digitais e flexíveis, que são a essência do mercado de comunicação moderno.
“Existem hoje dois mercados de trabalho convivendo no Brasil, com regras de atração diferentes”, pontua Yonamine. O erro estratégico para quem contrata, segundo ele, não está em optar por CLT ou PJ, mas em escolher o modelo sem compreender em qual desses mercados a vaga irá competir. Uma análise criteriosa das particularidades de cada posição e do perfil de candidato desejado é fundamental para o sucesso das contratações.
Para quem busca oportunidades no setor, entender essas nuances é essencial. Profissionais em início de carreira podem encontrar no CLT a estabilidade e os benefícios que buscam, como já vimos em oportunidades de emprego no Rio e SP. Por outro lado, profissionais mais experientes e em busca de flexibilidade e maior potencial de ganhos podem se beneficiar do modelo PJ. É importante pesquisar e entender as dinâmicas de cada segmento, seja para encontrar vagas de emprego em São Paulo hoje ou em outras regiões do país.
A capacidade de adaptação e a compreensão das tendências de mercado são cruciais para todos os envolvidos. A análise da trampos oferece um panorama claro das transformações em curso e serve como um guia para empresas e profissionais navegarem neste cenário cada vez mais dinâmico. Para quem busca otimizar sua candidatura, um guia estratégico de como mandar currículo pode ser um diferencial.
É fundamental reconhecer que a competição no mercado de trabalho pode ter nuances complexas, onde aspectos como a Síndrome da Abelha Rainha podem influenciar a dinâmica entre colegas. Da mesma forma, a natureza do trabalho em plataformas digitais, como as utilizadas por entregadores, pode apresentar desafios específicos, onde a exploração de certos aspectos da identidade profissional é um tema de discussão sociológica.
Perguntas Frequentes
O que significa a predominância de vagas PJ no setor de comunicação?
Significa que a maioria das oportunidades de trabalho oferecidas no mercado de comunicação, em 2026, são para profissionais contratados como Pessoa Jurídica (PJ). Isso reflete uma tendência crescente de flexibilização das relações de trabalho e de busca por modelos contratuais que ofereçam maior agilidade e, em muitos casos, maior remuneração bruta para o profissional, além de benefícios operacionais para as empresas.
Quais são os principais motivos para o aumento da pejotização?
Os principais motivos identificados são a atratividade de uma remuneração bruta geralmente mais elevada em comparação com o regime CLT, e a maior flexibilidade oferecida pelas vagas PJ, que frequentemente incluem modalidades de trabalho remoto ou híbrido. Para as empresas, o modelo PJ pode representar uma otimização de custos e uma maior agilidade na contratação e gestão de equipes.
A pejotização significa o fim do regime CLT no setor de comunicação?
Não necessariamente. Embora a pejotização tenha se tornado o modelo predominante para muitas posições, especialmente as de nível pleno e sênior, o regime CLT continua sendo relevante, principalmente como porta de entrada para profissionais juniores e em áreas específicas como a mídia. O mercado de comunicação apresenta uma coexistência de ambos os modelos, cada um com suas características e atratividades.
Como a escolha entre CLT e PJ afeta a atração de talentos?
A escolha do modelo de contratação se tornou um fator crucial na atração de talentos. Vagas anunciadas como PJ tendem a atrair um volume maior de candidatos, especialmente para posições sêniores, devido à remuneração e flexibilidade. Por outro lado, vagas CLT podem ser mais atrativas em nichos específicos ou para profissionais que buscam maior segurança e benefícios trabalhistas. Errar na escolha do modelo pode resultar em vagas abertas por mais tempo e na perda de candidatos qualificados.
Entre no VAGAS E CURSOS - PORTAL VAGAS no WhatsApp e receba tudo em primeira mão!

