INPC fecha 2025 em 3,9% e reajuste das aposentadorias acima do mínimo ficará abaixo da inflação oficial no Brasil

Reajuste das aposentadorias acima do mínimo perderá para a inflação oficial em 2025

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) encerrou o ano de 2025 com alta de 3,90%, segundo dados oficiais. Esse índice é fundamental para o reajuste das aposentadorias e pensões pagas pelo INSS que ultrapassam o valor do salário mínimo. No entanto, o indicador oficial de inflação de referência no Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou o mesmo período em 4,26%, apontando para uma perda real do poder de compra dos segurados que recebem acima do piso nacional.

Esse cenário significa que, embora os benefícios pagos pelo INSS tenham aumento, esse reajuste ficará estagnado diante do custo de vida real, medido pelo IPCA, principal índice utilizado para monitorar a inflação oficial no país.

Reajuste do teto previdenciário e impacto nos benefícios

Com base no INPC, o teto da Previdência Social será corrigido de R$ 8.157,41 para R$ 8.474,55 em 2026, valor oficial que ainda aguarda publicação do governo federal no Diário Oficial da União para confirmação. Para os beneficiários que recebem o salário mínimo como base, o reajuste é automático e acompanha o novo valor do piso nacional, que foi fixado em R$ 1.621,00 a partir do dia 1º de janeiro de 2026.

É importante destacar que a defasagem entre INPC e IPCA reflete a diferença na composição das famílias pesquisadas e nos itens que compõem cada índice, mas, para a maioria dos aposentados que ganham acima do piso, isso gera um efeito direto de reajuste inferior à inflação real do país.

Composição do INPC e comportamento dos preços em 2025

O INPC, calculado pelo IBGE, abrange famílias com renda de 1 a 5 salários mínimos, avaliando treze regiões metropolitanas brasileiras e cidades como Goiânia, Campo Grande e Brasília. Em dezembro de 2025, o índice teve alta de 0,21%, uma aceleração em relação a novembro, quando o aumento foi de apenas 0,03%. No ano, a inflação medida pelo INPC foi 0,87 ponto percentual menor que em 2024, quando fechou em 4,77%.

Entre os grupos de despesas, alimentos e bebidas registraram aumento de 2,63%, enquanto os itens não alimentícios subiram 4,32% ao longo de 2025. A habitação apresentou o maior crescimento, com alta de 6,78%, puxada principalmente pela energia elétrica residencial, que, em algumas regiões, ultrapassou 17% de aumento. Por exemplo, Vitória registrou a maior variação acumulada em 2025, com 4,82%, em grande parte pela alta dos custos de energia elétrica residencial e aluguel.

Regras de transição e novas condições para aposentadoria em 2026

Para quem já contribuía com o INSS antes da reforma da Previdência de 2019, existem regras de transição que determinam mudanças graduais nas condições de aposentadoria até 2031. Em 2026, essas regras sofrerão ajustes importantes. A idade mínima exigida sobe seis meses, passando para 59 anos e seis meses para mulheres e 64 anos e seis meses para homens. Já o tempo mínimo de contribuição permanece em 30 anos para mulheres e 35 anos para homens.

Além disso, a chamada regra dos pontos, que soma idade e tempo de contribuição, também é atualizada. Para 2026, o mínimo será de 93 pontos para mulheres e 103 pontos para homens. Essas alterações têm impacto direto na forma como aposentadorias acima do salário mínimo serão concedidas e reajustadas.

Em resumo, apesar do reajuste no salário mínimo e no teto do INSS, o fato do INPC ficar abaixo da inflação oficial medida pelo IPCA em 2025 indica que aposentados e pensionistas com benefícios acima do piso nacional podem enfrentar uma perda real do poder de compra em 2026. Essa é uma informação importante para planejamento financeiro e compreensão das mudanças no sistema previdenciário brasileiro.

Fonte: IBGE, dados oficiais do INPC e IPCA para 2025, e informações do governo federal sobre mudanças na Previdência.

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