Quando falamos sobre Entrevista: Janine Goulart, líder de RH e de mobilidade global da KPMG, é essencial entender os principais aspectos que envolvem este tema. Em uma conversa exclusiva para o portal, a especialista Janine Goulart, líder de RH e de mobilidade global da KPMG, compartilha insights valiosos sobre os desafios e as estratégias para transferências internacionais de talentos. A experiência pessoal de Goulart em Nova York, onde enfrentou as nuances culturais e práticas do cotidiano de um estrangeiro, serviu como um catalisador para aprofundar sua compreensão sobre as jornadas de expatriação. Essa vivência proporcionou a ela uma empatia ainda maior com os colaboradores que embarcam em missões globais, uma área que ela gerencia há duas décadas.
A complexidade das mobilidades internacionais vai muito além da logística e dos processos corporativos. Envolve indivíduos que cruzam barreiras geográficas e pessoais em busca de crescimento, novos aprendizados e a oportunidade de reescrever suas trajetórias. É nesse cenário multifacetado que a atuação de Janine Goulart se destaca, orientando empresas e profissionais através das intrincadas etapas da expatriação.
Em sua função na KPMG, uma gigante em auditoria, consultoria e assessoria tributária, Janine Goulart lidera uma área crucial: a mobilidade global de pessoas. Sua trajetória profissional, que inclui passagens por posições de destaque como vice-presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos em São Paulo, a preparou para os desafios de gerenciar equipes e processos em um contexto internacional. A busca por aprimoramento e a compreensão profunda das necessidades dos expatriados a levaram a vivenciar a realidade de um país diferente, sentindo na pele as dificuldades que muitos enfrentam.
Essa imersão voluntária em Nova York permitiu a Janine Goulart vivenciar, em primeira mão, as pequenas confusões que surgem ao se adaptar a uma nova cultura. Desde a incerteza sobre a cor da tampa do leite até os equívocos em filas e o uso do transporte público, cada detalhe reforçou sua sensibilidade para as complexidades da vida de um expatriado. A saudade da família, um sentimento comum nessa jornada, também contribuiu para uma visão mais humanizada dos processos de transferência internacional.
Ao longo de 20 anos dedicados à mobilidade global, Janine Goulart tem observado a evolução das estratégias e a crescente importância de um planejamento robusto. Ela enfatiza que, por trás de cada transferência, existem não apenas procedimentos corporativos, mas também histórias individuais de reinvenção e superação. Entender essa dualidade é fundamental para o sucesso de qualquer programa de expatriação.
O Processo de Expatriacao sob a Visao da KPMG
A KPMG, sob a liderança de Janine Goulart, aborda a mobilidade global com uma metodologia detalhada. O processo inicia-se com a definição clara das diretrizes da empresa para transferências internacionais. Isso abrange desde a política de remuneração e os benefícios oferecidos até a estruturação da oferta de trabalho. Uma vez definidos esses pilares, a análise se volta para os aspectos técnicos e legais.
Questões migratórias, tributárias, trabalhistas e previdenciárias são cuidadosamente avaliadas. A emissão de vistos e a gestão da tributação dos rendimentos exigem um conhecimento aprofundado e, muitas vezes, o suporte de especialistas. Janine Goulart destaca que nem sempre as empresas possuem a expertise interna necessária para lidar com todas essas complexidades, especialmente quando o profissional expatriado está focado em suas responsabilidades técnicas e operacionais no novo país.
“Empresas com processos mais maduros costumam alinhar a área de talentos com a de mobilidade global para avaliar se o profissional tem perfil para esse tipo de experiência”, explica Janine. Essa colaboração interdepartamental é essencial para garantir que a escolha do profissional seja pautada não apenas por suas competências técnicas, mas também por seu potencial de adaptação ao novo ambiente.
Cada Expatriacao e um Universo Particular
A especialista Janine Goulart ressalta que não existem duas expatriações idênticas. Cada caso é único, moldado por uma combinação de fatores individuais, corporativos e contextuais. Os períodos de atribuição podem variar significativamente, desde missões de curta duração, como três meses, até estadias que se estendem por um ano, três anos ou até mais.
As regulamentações e os costumes diferem drasticamente de um país para outro. Um profissional brasileiro transferido para os Estados Unidos enfrentará um cenário completamente distinto de alguém enviado ao Reino Unido. A posição hierárquica do colaborador, o tipo de atividade a ser desempenhada, a decisão de a família acompanhar ou não a mudança, a estrutura de remuneração e os acordos internacionais entre as nações envolvidas são todos elementos que influenciam diretamente o planejamento e a execução da expatriação.
A experiência internacional, segundo Goulart, proporciona um desenvolvimento pessoal e profissional ímpar. Os profissionais ampliam seu repertório cultural, aprendem a navegar em ambientes desconhecidos e a lidar com a diversidade. Um dos aprendizados mais significativos, e muitas vezes subestimado, é o domínio de um novo idioma. Viver e trabalhar em outra língua diariamente representa um desafio e uma oportunidade de imersão cultural muito superior ao uso esporádico em reuniões.
A fluência em um novo idioma é um diferencial que abre portas e facilita a integração. A capacidade de se comunicar efetivamente no cotidiano profissional e pessoal é um dos pilares para o sucesso da adaptação. Para aprofundar sobre desenvolvimento de carreira, confira Não Espere Mais: Pare de Adiar Sua Nova Carreira.
O Planejamento do Retorno: Um Elo Crucial
Um aspecto frequentemente negligenciado, mas de suma importância, é o planejamento do retorno do profissional ao seu país de origem ou a uma nova designação. Janine Goulart alerta que muitas empresas investem recursos consideráveis na transferência do executivo, mas falham em estruturar adequadamente seu regresso. Essa falha pode levar à insatisfação do colaborador, que pode não encontrar um papel compatível com sua experiência adquirida e, consequentemente, deixar a organização, por vezes, migrando para um concorrente.
O planejamento do retorno deve abranger não apenas as obrigações legais, mas também a definição clara da posição que o executivo ocupará após a expatriação e como se dará sua reintegração ao quadro de funcionários. Um plano bem elaborado garante que o conhecimento e as habilidades adquiridas no exterior sejam devidamente aproveitados pela empresa, promovendo a retenção de talentos e o desenvolvimento contínuo da carreira do indivíduo.
Em alguns cenários, a própria expatriação pode ser interrompida devido a dificuldades de adaptação do cônjuge ou dos filhos ao novo país. Esses fatores pessoais precisam ser considerados desde as fases iniciais do processo de seleção e planejamento.
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Identificando o Perfil Ideal para a Expatriacao
Ao selecionar profissionais para programas de expatriação, as empresas com processos mais maduros priorizam a integração entre as áreas de talentos e de mobilidade global. Essa sinergia permite uma avaliação mais completa, verificando não apenas a competência técnica, mas também a adequação do perfil do candidato ao contexto internacional. A decisão baseada unicamente em habilidades técnicas pode resultar em desadaptação ao ambiente cultural e profissional do país de destino.
Participar de uma experiência de expatriação exige uma série de qualidades essenciais. A abertura para lidar com mudanças é primordial, assim como a disposição para enfrentar desafios e a capacidade de adaptação a novas realidades. Nem todos os profissionais possuem o desejo ou a preparação necessária para embarcar nessa jornada. Por isso, essa avaliação deve ser realizada desde as etapas iniciais do processo.
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A experiência de Janine Goulart na KPMG, aliada à sua vivência pessoal, oferece um panorama completo sobre a importância estratégica da mobilidade global. Ela reforça que o sucesso de uma expatriação depende de um planejamento minucioso, que contemple tanto os aspectos logísticos e burocráticos quanto, e principalmente, as necessidades e o desenvolvimento humano dos profissionais envolvidos.
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