Simulador de aposentadoria do INSS volta a funcionar: aprenda a calcular seu benefício de forma correta e evite erros comuns

Simulador de aposentadoria do INSS está disponível novamente para o cidadão brasileiro

Após uma semana com os canais de atendimento interrompidos e a suspensão dos atendimentos presenciais, os serviços do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) voltaram a operar normalmente a partir de quarta-feira, dia 4. Entre os recursos liberados está o simulador de aposentadoria, que pode ser acessado via site ou aplicativo do INSS.

O simulador realiza até sete tipos diferentes de cálculo, comparando as regras previdenciárias vigentes, para apontar quanto tempo falta para o segurado atingir a idade mínima ou completar o número exigido de contribuições. Além disso, para quem está a até cinco anos da aposentadoria, a ferramenta exibe uma previsão do valor do benefício que poderá ser recebido.

Dados incompletos ou desatualizados no CNIS podem gerar erros nos cálculos

Especialistas em direito previdenciário alertam que o simulador pode não mostrar automaticamente informações corretas para todos os casos. Isso acontece porque o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), de onde o sistema extrai os dados sobre vínculos de trabalho, contribuições e salários, pode conter informações incompletas ou desatualizadas.

Segundo a advogada Janaína Braga, do ecossistema jurídico Declatra, um erro comum é a existência de vínculos trabalhistas ainda abertos no CNIS que não representam a realidade do trabalhador. A presidente da Comissão de Direito Previdenciário da OAB-SP, Adriane Bramante, explica que esses vínculos podem ser ajustados manualmente no sistema, bastando clicar no ícone de edição, o que torna os resultados do simulador mais precisos.

Também é possível corrigir os salários registrados em cada período, inserir contribuições autônomas ou incluir vínculos não computados, como trabalhos temporários antes de 1976, já que o CNIS foi iniciado naquele ano. Porém, trabalho realizado antes de julho de 1994 não precisa ser corrigido para fins de cálculo do valor da aposentadoria, porque não é considerado no cálculo vigente, lembra Bramante.

Vale destacar que, embora seja possível alterar as informações no simulador, no momento de entrar realmente com o pedido de aposentadoria, o segurado deve comprovar os dados inseridos, apresentando documentos como a carteira de trabalho ou outros registros trabalhistas.

Implicações da falta de recolhimento do INSS por parte das empresas

Outra situação que impacta o cálculo do benefício ocorre quando o empregador não efetuou o recolhimento do INSS durante o período em que o segurado trabalhou, conforme explica Elimar Mello, sócio do escritório Badaró Almeida & Advogados Associados. Mesmo com o vínculo anotado na carteira de trabalho, se não houver registro no CNIS, esses períodos não irão aparecer na simulação.

Nestes casos, a inclusão manual das informações no simulador melhora a estimativa do benefício, mas no momento do pedido oficial, o trabalhador precisa apresentar a carteira de trabalho para comprovação. Apenas assim, os servidores poderão corrigir possíveis erros no CNIS durante a análise, segundo Janaína Braga.

Condições especiais de aposentadoria não são consideradas pelo simulador

Apesar de a atualização do CNIS ser fundamental, ela não garante sempre que o simulador do INSS apresente resultado preciso para todos. Isso porque quem possui direito a condições especiais de aposentadoria, como professores, pessoas com deficiência ou trabalhadores expostos a agentes nocivos, não tem suas particularidades consideradas automaticamente pela ferramenta. Essas situações envolvem regras diferenciadas e exigem comprovações específicas para cálculo e concessão do benefício.

Conforme o próprio INSS, não há simulações disponíveis para estes casos especiais devido à complexidade das regras e à necessidade de análise individualizada. Por isso, a recomendação é que os segurados busquem informações detalhadas sobre os requisitos das diferentes modalidades e, se possível, consultem advogados especializados em direito previdenciário.

Elimar Mello reforça que é importante reunir todos os documentos possíveis, como carteira de trabalho, termos de rescisão, Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP), holerites e qualquer comprovante físico que seja útil para fundamentar o pedido. A ferramenta do INSS fornece uma previsão útil, mas é imprescindível preparar-se bem e entender qual modalidade de aposentadoria é mais adequada para cada pessoa.

Assim, para utilizar corretamente o simulador do INSS e fazer um planejamento previdenciário eficiente, o cidadão precisa manter seu CNIS atualizado, verificar todos os vínculos e contribuições e reunir a documentação necessária. Isso evitará atrasos no processo e garantirá uma estimativa mais precisa do benefício a ser recebido.

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