Início do Ano com Desafios Surpreendentes
Logo nos primeiros dias do ano, um grupo de executivos, que estava envolvido em um programa de team coaching há quase doze meses, foi surpreendido por uma notícia impactante: sua empresa passaria por uma significativa reestruturação. Justamente no dia planejado para a última sessão desse processo de coaching, a revelação chegaria.
Momento de Incertezas e Estratégias de Suporte
A expectativa era encontrar esses líderes na sala de reuniões da matriz da empresa. A atmosfera emocional seria uma incógnita, e a principal preocupação era como apoiá-los nesse momento crucial. Explorar maneiras de transformar essa situação desafiadora em uma experiência construtiva foi essencial. O foco seria ajudar esses profissionais, de diferentes nacionalidades e responsáveis por operações globais, a gerenciar a transição com eficácia.
A capacidade de lidar com a ambiguidade e transmitir segurança aos subordinados seria testada, já que informações cruciais ainda não estavam disponíveis. Como garantir que os times permanecessem confiantes em meio à indefinição?
Planejamento Cuidadoso e Espaço para Emoções
Durante o planejamento da intervenção, meu colega e eu enfrentamos questões logísticas e emocionais. Havia a necessidade de atender a emergências e reuniões obrigatórias ao longo do dia. Criar um ambiente de escuta ativa e suporte emocional para que os executivos se preparassem para futuras conversas era vital. No entanto, também era importante lembrar que este era o momento de encerrar uma jornada significativa de team coaching.
Aprendizado em Meio ao Caos
Percebi, ao longo do planejamento, que, apesar de o cenário não ser o habitual para um encontro de coaching, ele proporcionava uma oportunidade única de aprendizado. Assim como na vida, o controle sobre as variáveis é limitado, e líderes precisam aprimorar sua habilidade de gerenciar emoções diante de mudanças e incertezas. A capacidade de ser um pilar de estabilidade para suas equipes é crucial.
O modelo de Claes Janssen, que compara a mudança a uma jornada por um apartamento com quatro ambientes emocionais, foi uma ferramenta valiosa. Este modelo auxilia na compreensão das reações emocionais e no planejamento de intervenções, tanto a nível pessoal quanto organizacional. Os “cômodos” representados são contentamento, negação, confusão e renovação. Não há uma ordem linear para transitar por esses espaços; é possível avançar e retroceder conforme as circunstâncias e os gatilhos emocionais.
Reflexões Finais
A reestruturação trouxe desafios inesperados, mas também oportunidades de crescimento e aprendizado para os líderes em coaching. A capacidade de se adaptar e liderar em tempos de incerteza foi posta à prova, mas com suporte e estratégias apropriadas, é possível não apenas enfrentar, mas também prosperar em meio às adversidades.
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