Índice do Artigo
- Pontos Principais
- Mulheres dominam a gestão de viagens corporativas no Brasil com 84% e impulsionam mudanças estratégicas no setor
- Perfil e responsabilidades das gestoras de viagens
- Expansão de funções e atuação multifacetada
- Inovação tecnológica e automação na rotina
- Desafios e prioridades na gestão de viagens
- Ferramentas que transformam a gestão de viagens
- Conclusão
- Perguntas Frequentes
- Como as mulheres estão transformando a gestão de viagens corporativas?
- Quais são os principais desafios enfrentados pelas gestoras de viagens?
- Como a automação e inteligência artificial estão mudando a rotina do gestor de viagens?
Pontos Principais
- Predominância feminina na liderança de gestão de viagens no Brasil, com 84% do total.
- Perfil das profissionais inclui maioridade entre 35 e 44 anos e formação em administração, economia e turismo.
- Automação e inteligência artificial estão mudando a rotina e as estratégias desses gestores.
- Desafios continuam na governança, redução de custos e integração de sistemas.
Mulheres dominam a gestão de viagens corporativas no Brasil com 84% e impulsionam mudanças estratégicas no setor
O cenário de gestão de viagens corporativas no Brasil revela uma presença marcante de mulheres, que representam impressionantes 84% dos profissionais atuantes na área. Essa liderança feminina vem se consolidando nos últimos anos, com profissionais de diversas faixas etárias, especialmente entre 35 e 44 anos. Além de sua representatividade, essas profissionais têm mostrado que a combinação de formação técnica — principalmente em administração, economia e áreas relacionadas ao turismo — com habilidades estratégicas, é fundamental para enfrentar os desafios atuais do setor.
Perfil e responsabilidades das gestoras de viagens
De acordo com o estudo “Panorama do Gestor de Viagens no Brasil 2026”, realizado pela Paytrack em parceria com a ALAGEV, as mulheres que lideram essa atividade costumam administrar volumes expressivos de recursos. Aproximadamente 30% dessas profissionais gerenciam mais de R$ 20 milhões anuais apenas em despesas de viagens. Outros 28% controlam valores entre R$ 5 milhões e R$ 20 milhões, enquanto uma parcela semelhante administra até R$ 5 milhões.
Para especialistas como Pedro Góes, CEO da Paytrack, esses números demonstram que o papel da gestora de viagens deixou de ser apenas operacional para assumir uma posição de alta relevância estratégica. Essas profissionais precisam equilibrar o conhecimento técnico com uma visão de negócio, especialmente em um ambiente cada vez mais orientado por resultados, governança e eficiência.
Expansão de funções e atuação multifacetada
Um aspecto relevante apontado pela pesquisa é que a atuação dessas gestoras não se limita exclusivamente à organização de deslocamentos. Apenas 19% delas dedicam-se exclusivamente a essa tarefa. O restante acumula responsabilidades em áreas como eventos, facilities e compras, reforçando a necessidade de uma atuação transversal.
Esse movimento evidencia uma mudança na rotina do gestor de viagens, que precisa dialogar e integrar diferentes setores da organização. Assim, a liderança feminina também aparece como uma força motriz na gestão de equipes multifuncionais, promovendo uma visão mais holística e estratégica.
Inovação tecnológica e automação na rotina
Outro aspecto que merece destaque é o avanço na digitalização dos processos de gestão de viagens. Apesar de ainda estarem em diferentes estágios de implementação, mais da metade das empresas já adota alguma forma de automação intermediária ou avançada. Segundo o estudo, 23% das organizações possuem alta automação, enquanto 10% já operam em ambientes totalmente automatizados e integrados.
Além disso, a tecnologia está se tornando uma aliada fundamental na tomada de decisões. Quase metade dos gestores usam inteligência artificial pontualmente para criar relatórios, análises de dados e gerar insights estratégicos, contribuindo para uma gestão mais preditiva e eficiente. Essas ferramentas auxiliam na identificação de oportunidades de economia, na gestão de riscos e na otimização de recursos.
Desafios e prioridades na gestão de viagens
Apesar do avanço tecnológico, os principais desafios permanecem relacionados à eficiência operacional e à governança. Reduzir custos continua sendo a prioridade número um para 29% dos gestores, seguida pela necessidade de garantir o compliance às políticas internas (20%) e superar dificuldades na integração de sistemas (17%).
Para estabelecer metas mais eficientes, gestores de diferentes setores vêm adotando metodologias de benchmarking, análise de métricas próprias e ouvindo o feedback dos viajantes e líderes. Essa abordagem integrada permite alinhar estratégias de redução de custos com a experiência do usuário e os objetivos corporativos.
Ferramentas que transformam a gestão de viagens
Para aprimorar a gestão, diversas ferramentas de inteligência artificial estão sendo implementadas. Entre elas, destaca-se o TEO Insights, um agente de IA conversacional que cruza dados operacionais com referências de mercado para gerar diagnósticos precisos. Além disso, o Price Tracking acompanha a variação de tarifas aéreas por rota e período, ajudando gestores a planejar compras com maior antecedência e economia.
Segundo especialistas, a adoção dessas tecnologias potencializa a capacidade analítica e operacional das gestoras de viagens, que precisam transformar dados em ações concretas para responder às demandas do mercado rapidamente. Assim, elas conseguem antecipar tendências, reduzir custos e melhorar a experiência do viajante.
Conclusão
O cenário de gestão de viagens no Brasil revela uma forte liderança feminina, que vem se consolidando como uma das principais forças de transformação no setor. Com uma atuação cada vez mais estratégica, apoiada por inovação tecnológica, essas profissionais estão redefinindo o perfil da gestão de viagens corporativas.
Apesar dos avanços, ainda há desafios relacionados à integração de sistemas e governança, que demandam investimentos contínuos em tecnologia e capacitação. A tendência é que, com a adoção de inteligência artificial e automação, as gestoras possam desempenhar papéis ainda mais estratégicos, contribuindo para resultados de negócio mais eficientes e uma experiência de viagem aprimorada.
Para quem deseja entender melhor as tendências de gestão de viagens e inovação, confira também as novas tendências que estão transformando liderança e trabalho.
Perguntas Frequentes
Como as mulheres estão transformando a gestão de viagens corporativas?
As mulheres lideram uma mudança significativa ao assumir funções estratégicas, adotando tecnologia, promovendo inovação e promovendo uma gestão mais holística, eficiente e orientada a resultados. Essa liderança impacta positivamente a governança, o controle de custos e a experiência do viajante.
Quais são os principais desafios enfrentados pelas gestoras de viagens?
Apesar do avanço em automação e tecnologia, os principais obstáculos continuam sendo a redução de custos, a integração de sistemas e a garantia de compliance às políticas internas. Esses desafios exigem investimentos contínuos em tecnologia e capacitação.
Como a automação e inteligência artificial estão mudando a rotina do gestor de viagens?
Essas tecnologias facilitam a análise de dados, otimização de processos e antecipação de tendências. Com elas, as gestoras podem planejar melhor, tomar decisões mais rápidas e reduzir custos, além de melhorar a experiência do viajante.
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