Pontos Principais
- A infertilidade afeta 1 em cada 6 pessoas globalmente, com cerca de 8 milhões no Brasil enfrentando dificuldades para conceber.
- O estresse financeiro e emocional dos tratamentos reprodutivos, somado ao tabu empresarial, impacta a saúde mental dos colaboradores.
- Novas legislações, como a atualização da NR-1, incentivam empresas a monitorar riscos psicossociais, incluindo aqueles relacionados ao planejamento familiar.
- Benefícios corporativos de fertilidade são estratégias eficazes de atração, retenção e inclusão, atendendo à diversidade de projetos de vida.
- Empresas que oferecem suporte em fertilidade observam aumento no engajamento e na intenção de permanência dos funcionários.
O Benefício da fertilidade: como apoiar profissionais no planejamento familiar tem ganhado destaque na agenda corporativa, mas ainda é cercado por mitos e desinformação. Enquanto o bem-estar mental dos empregados se consolida como prioridade para os departamentos de Recursos Humanos em 2026, um aspecto crucial que pode desencadear sofrimento psíquico nas empresas permanece em grande parte negligenciado: a infertilidade. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que um em cada seis indivíduos no planeta lida com essa condição, e no Brasil, esse número se traduz em aproximadamente 8 milhões de pessoas buscando realizar o sonho de ter filhos.
Para profissionais inseridos em ambientes corporativos, a jornada para a paternidade ou maternidade pode se tornar ainda mais árdua. Os tratamentos de reprodução assistida, como a fertilização in vitro (FIV), impõem um fardo financeiro significativo, com custos que podem facilmente ultrapassar R$ 30 mil por ciclo, e que, na maioria dos casos, não são cobertos por planos de saúde convencionais.
Adicionalmente, um tabu persistente nas empresas impede que muitos colaboradores se sintam à vontade para discutir suas dificuldades reprodutivas. O receio de julgamento, estigma ou até mesmo de um impacto negativo em suas carreiras leva esses profissionais a carregarem o peso em silêncio. Essa carga invisível, segundo especialistas, gera níveis elevados de ansiedade e depressão, problemas raramente verbalizados no ambiente de trabalho.
Gabriela Varisco, cofundadora da Nest Fertilidade, pioneira na introdução do conceito de benefício de fertilidade no mercado brasileiro, salienta que essa ocultação afeta diretamente a concentração, a produtividade e o engajamento dos colaboradores. Esses são justamente os fatores que a Norma Regulamentadora 1 (NR-1), em vigor desde maio de 2026, exige que as empresas monitorem e gerenciem ativamente, visando a saúde e segurança no trabalho.
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