Índice do Artigo
- Pontos Principais
- O peso da dupla jornada e o impacto na prevenção ao câncer
- Cultura organizacional e a urgência da flexibilidade
- Perguntas Frequentes
- Qual foi o principal achado da pesquisa da Catho?
- Como a maternidade afeta a trajetória profissional segundo o levantamento?
- Quais são os dados sobre a prevenção do câncer de mama entre as trabalhadoras?
Pontos Principais
- Pesquisa da Catho aponta que 37% das trabalhadoras postergam consultas e exames médicos devido às demandas profissionais.
- Entre gestantes e mães, 43% enfrentam sobrecarga severa na balança entre carreira e vida familiar.
- Especialistas apontam a necessidade de flexibilidade corporativa contínua, superando ações pontuais de conscientização.
Em meio às pressões do mercado corporativo atual, a priorização do autocuidado feminino tem ficado em segundo plano para uma parcela expressiva da população. De acordo com um levantamento recente realizado pela plataforma de empregos Catho, 37% das mulheres adiam compromissos de saúde por causa da rotina de trabalho, abdicando de exames de rotina e acompanhamentos preventivos fundamentais. Para aprofundar o cenário das relações trabalhistas e os desafios do setor, veja mais detalhes sobre as causas de burnout e equipes enxutas, compreendendo como a sobrecarga impacta o bem-estar geral dos profissionais.
O levantamento ouviu centenas de participantes e jogou luz sobre um dilema invisível nas organizações: a escolha constante entre cumprir metas profissionais e preservar a própria integridade física. Além dos 37% que já remarcaram atendimentos médicos por falta de tempo ou rigidez nos horários de expediente, o estudo revelou que 4% das entrevistadas simplesmente não realizam nenhum tipo de monitoramento médico regular. Para entender melhor os reflexos das novas diretrizes corporativas, confira também a análise sobre a licença parental no Brasil e seus desafios.
O peso da dupla jornada e o impacto na prevenção ao câncer
A intersecção entre as obrigações profissionais e as responsabilidades familiares agrava ainda mais o panorama de vulnerabilidade. Entre as trabalhadoras que são mães ou estão gestantes, 43% apontam a sobrecarga doméstica e corporativa como um dos maiores obstáculos em suas trajetórias. Paralelamente, 45% relatam sentir que a maternidade gerou prejuízos diretos em sua evolução na carreira. Quando analisamos o cenário da prevenção oncológica, os números exigem atenção imediata das lideranças empresariais: 23% das mulheres ouvidas nunca realizaram uma mamografia, enquanto 11% estão com o exame de rastreio atrasado há mais de dois anos. Esses dados alarmantes dialogam diretamente com as projeções epidemiológicas divulgadas pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), que estima dezenas de milhares de novos casos anuais da doença no país.
| Indicador de Saúde e Carreira | Percentual Identificado | Contexto Corporativo |
|---|---|---|
| Adiam exames por trabalho | 37% | Rotina profissional rígida |
| Sobrecarga entre trabalho e família | 43% | Relatado por mães e gestantes |
| Impacto negativo da maternidade na carreira | 45% | Dificuldade de progressão |
| Nunca realizaram mamografia | 23% | Fasстика de prevenção atrasada |
Para mitigar esse cenário, corporações de diversos setores buscam otimizar processos internos e abrir oportunidades que valorizem a retenção de talentos qualificados, a exemplo de iniciativas institucionais observadas em editais públicos e programas corporativos de fomento à inovação e processos seletivos voltados para novos talentos e estágios.
Cultura organizacional e a urgência da flexibilidade
Em nossa experiência analisando políticas internas de gestão de pessoas, percebemos que campanhas sazonais — como o Outubro Rosa — são válidas, mas insuficientes se não forem acompanhadas de mudanças estruturais profundas. Patrícia Suzuki, diretora de RH da Redarbor Brasil, controladora da Catho, reforça que discutir o bem-estar feminino no ambiente de emprego exige repensar o tempo, conceder flexibilidade real e criar mecanismos para que a profissional consiga parar e cuidar de si sem o medo de represálias ou prejuízos financeiros.
A construção de um ecossistema corporativo saudável demanda que consultas, exames e pausas necessárias deixem de ser tratadas como concessões extraordinárias ou faltas injustificadas. Organizações que incorporam o cuidado à sua cultura diária registram menor índice de absenteísmo, maior engajamento e equipes significativamente mais resilientes diante de crises de mercado.
Perguntas Frequentes
Qual foi o principal achado da pesquisa da Catho?
O estudo apontou que 37% das mulheres entrevistadas já deixaram de realizar consultas ou exames médicos devido às exigências e à falta de flexibilidade de suas rotinas profissionais.
Como a maternidade afeta a trajetória profissional segundo o levantamento?
Cerca de 45% das mulheres que são mães ou gestantes relatam que a maternidade causou impactos negativos em sua evolução de carreira, somando-se a 43% que sofrem com a sobrecarga entre o trabalho e as tarefas familiares.
Quais são os dados sobre a prevenção do câncer de mama entre as trabalhadoras?
A pesquisa revelou que 23% das participantes nunca fizeram uma mamografia na vida, e 11% estão com o exame preventivo atrasado há mais de dois anos, expondo uma lacuna preocupante no diagnóstico precoce.
Entre no VAGAS E CURSOS - PORTAL VAGAS no WhatsApp e receba tudo em primeira mão!

